Essas mulheres loucas,amáveis,mães,madrastas...estou em cada uma delas.
Amargando sabores em que eu sempre,quis estar tais beijos longos e molhados de dor e traição,roubaste de mim.
Em tempos em que nem mesmo lembro mais,seus punhais foram lançados a aquele homem...pobre homem.
Seus lábios claros e dignos de beijos meus,que nunca os dei amargando ainda aquele tal sabor que senti em seu corpo.
Corpo esse que seria meu próprio (eu) meu algoz e pior inimigo, de arcaicas terras que me enterraram até o pescoço,de lama e dor de amor por ti.
Sim sou essa mulher,que amou,viveu,matou,traiu..tão qual parideira fui que me alimentei dos filhos seus...por demasiada fome de devora-lo vivo.
Sim sou essa mulher que arrancou,tirou,sobreviveu,arranhou e destruiu seus entes amados por mim...sou essa mulher que ainda te ama,mesmo depois de morta dentro de mim,sou essa mulher que chorou,pecou e matou a todos por ti.
Essa mulher que nem pôde pedir ao próprio DEUS que a enviasse esse tal demônio que tu dissera que eu fora,em sua vida.
Ah! vida...mas que vida essa tua de vigílias agoniadas a minha espera,enquanto eu me deleitava nos braços dos nossos ímpios e ímpetuosos inimigos,talvez você fosse gostar daqueles lamentos e beijos amargos que tive de enfrentar.
Sou essa mulher que quando sente salta,pra morrer em seus braços...essa mulher que escolheu a morte entre viver só.
Fardo e mérito meu...viver só não imaginem que isso possa ser talvez a carta de uma morta! Não!
Sou eu sim essa mulher que canta e retira as flores do jardim para pôr em,seu próprio túmulo.
Sou essa mulher que as mãos não conseguem,mais escrever,nem descrever tamanha dor.
Essa mulher que espera um novo amanhã...e que o sol possa queimar,sua pele...em vez de castiga-la.
Essa mulher que de tanta dor...prefere não mais morrer,mas sobreviver,para esse tal mortal...que a levou para o mais profundo dos abismos.Que é ter-te ao lado e apunhalar-te a cada dia dentro em mim...enfim
Sou essa mulher. E daí?
Ser o amor morto que ainda vive é intenso. E mais intenso é amar através da morte. Viva às flores que colhes nos jardins ao proprio tumulo. Viva ao amor proprio depois da morte do amor por ele....
ResponderExcluirQue amor dilacerante... Que ultrapassa a vida e a morte...
ResponderExcluir,sou essa mulher que chorou,pecou e matou a todos por ti.
ResponderExcluirGente que apaixonante