Dos olhos negros e das cruzes, rogadas aos pés dos anjos...famintos de desejos, rogo a ti e a tua beleza rendida a Orfeu. Ah...pobre Orfeu de face lânguida e desnuda das dores dos outros, e tu, que ainda assim, me amavas e a ele sem seus olhos tais negros aos dados pés da virgem púrpura.
Amavas os amantes loucos e híbridos dos lábios encarnados e doces.
Só tu me entendias e entediava-me a alma com doces beijos e sua língua de extrema personalidade me ensinaram os caminhos torpes do amor, do desejo e de como fazem os anjos ao atender nossas preces.
Regozijo-me aos teus lábios e aos teus olhos de fera faminta dos corpos, esguios e viris, por pura devoção aos meninos que nos lambem as orelhas de tanta dor e desejo. Por mim, por você , por nós...e no fim do começo de tudo pelo desejo de possuir Deus.