EU e EU... SIMPLESMENTE

EU e EU... SIMPLESMENTE
sabores do Rio...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

GRINALDAS DE AMOR...GRINALDAS DE DOR

Esses vestidos brancos sujos de sangue,que um dia vesti...rasgaram-se ao fogo.
Fagulhas se por sorte me acertaram em meio aos olhos de um louco,largados por deus.
Em queda vivenciavas dores de amores que não eram seus...e minhas grinaldas roxa e sujas de sangue,entraram em órbita em seu coração que o fizera de espinhos.
Ai amante meu pequenino e refugiado em mim! seus gritos delatados dilaceraram minha dor.
Querias olhar em frente aos soldados, que me amaram e cortejaram minha morte.
Doces rapazes soltos ao vento dos ímpios que odiavam minhas grinaldas...desesperadas de amor e amarrotada de dor.
Ah...tanto tinhas pra falar,mas esses amores de outros sempre cortejavam as almas,portadas ao limbo da alma de outro.
Minhas grinaldas secas de dor e lamentos amorosos,tinham certeza das culpas que tive.
Tragaram-me a  alma e jogaram-me as lamas empoçadas dentro de ti.
Por tanto amar você decidi,criei,abdiquei desse próprio amor e preferi sentir toda a dor,que você...só você podia me dar.
Em meio a essa tal dor,nunca encontrei nem sequer tua negra sombra,pra tirar esse alento em mim.
Perdi minhas grinaldas sujas e rasgadas com sangue de amores mortos,por seus amantes inimigos dos próprios sentimentos alheios.
Nossos sonhos jamais aconteceram em breve primavera,temos apenas as nossas grinaldas banhadas de sangue dos nossos assassinos...que dor eminente em trevas insolutas de amores seus.
Esses amores que mataram meus poucos e únicos dias,dentro de você.
e enrolaram meu corpo dilacerado em minhas,grinaldas vermelhas de amor e de dor por você.
Adeus amores poucos e cheios de si por nunca terem conseguido amar alguém.
Seja benevolente ao amor por mim,me ame,deseje e queira sempre mesmo que por essa eternidade duvidosa  
encontrar-te com nossos algoz que um oram nossos,maiores e únicos amores sempre e assim sempre será enquanto minhas grinaldas estiverem molhadas com seu sangue...Adeus.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

VENENOS

Como pode sangrar um coração tão puro?
Gota a gota do sofrimento,escorre dentro em mim.
Boca essa ainda embriagada,do seu corpo...corpo esse que jaz não é meu.
Foi-se na tempestade deixando-me,na penumbra insólita e inebriada por mim mesmo.
Neste instante encontro-me no mais profundo dos abismos!
Abismo esse que já não espero,mais sair.
Postado e acoado dentro de minha caverna,definhando e apodrecendo,por não ter mais seus lábios.
Tocando suavemente os meus...o calor das suas mãos,no enlace dos nossos corpos.
Nos momentos mais doces e prazerosos,tu me ensinara o que seria postumamente a dor.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ESSA MULHER...

Essas mulheres loucas,amáveis,mães,madrastas...estou em cada uma delas.
Amargando sabores em que eu sempre,quis estar tais beijos longos e molhados de dor e traição,roubaste de mim.
Em tempos em que nem mesmo lembro mais,seus punhais foram lançados a aquele homem...pobre homem.
Seus lábios claros e dignos de beijos meus,que nunca os dei amargando ainda aquele tal sabor que senti em seu corpo.
Corpo esse que seria meu próprio (eu) meu algoz e pior inimigo, de arcaicas terras que me enterraram até o pescoço,de lama e dor de amor por ti.
Sim sou essa mulher,que amou,viveu,matou,traiu..tão qual parideira fui que me alimentei dos filhos seus...por demasiada fome de devora-lo vivo.
Sim sou essa mulher que arrancou,tirou,sobreviveu,arranhou e destruiu seus entes amados por mim...sou essa mulher que ainda te ama,mesmo depois de morta dentro de mim,sou essa mulher que chorou,pecou e matou a todos por ti.
Essa mulher que nem pôde pedir ao próprio DEUS que a enviasse esse tal demônio que tu dissera que eu fora,em sua vida.
Ah! vida...mas que vida essa tua de vigílias agoniadas a minha espera,enquanto eu me deleitava nos braços dos nossos ímpios e ímpetuosos  inimigos,talvez você fosse gostar daqueles lamentos e beijos amargos que tive de enfrentar.
Sou essa mulher que quando sente salta,pra morrer em seus braços...essa mulher que escolheu a morte entre viver só.
Fardo e mérito meu...viver só não imaginem que isso possa ser talvez a carta de uma morta! Não!
Sou eu sim essa mulher que canta e retira as flores do jardim para pôr em,seu próprio túmulo.
Sou essa mulher que as mãos não conseguem,mais escrever,nem descrever tamanha dor.
Essa mulher que espera um novo amanhã...e que o sol possa queimar,sua pele...em vez de castiga-la.
Essa mulher que de tanta dor...prefere não mais morrer,mas sobreviver,para esse tal mortal...que a levou para o mais profundo dos abismos.Que é ter-te ao lado e apunhalar-te a cada dia dentro em mim...enfim
Sou essa mulher. E daí?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

AS HORAS

No vai e vem das horas esqueço,infinitamente de mim.
E esboço por vezes ar de sábio...Ai de mim encubado dentro de minha alma.
Um vasto sentimento de tolice,tamanha tolice.
Tolice essa de não ouvir os anjos,tolice de não amanhecer,tolice de não perecer...tolice essa de não viver.
Nesse incubio em que me encontro,resgato dos escombros,um dos mais nobres sentimentos...do ser humano.
Sentimento esse dádiva celestial,valioso como abraço de mãe,frágil como respeito aos amigos e gostoso como beijo de irmão.
Queria se possível outrora que personificassem o amor.
Para que sintas deveras o seu palpitar no peito.
Ah!como eu queria passar-lhe as mãos pelos cabelos,e sentir tua boca quente em mim.
Que nem aquele menino neguim,que abre seu largo ,sorriso branco ao ver-te chegar.
Seja em alvorada ou em aurora sempre és majestosa,como o perfume das margaridas.
Como o cantar dos pássaros,como a folha que cai num dia de outono...
Enfim...o único modo de agradecer-te é vivendo-te intensamente,sem esquecer de louvar-te por ter-te.
Oh! Vida galopante,que nem menino errante...Que toca um velho berrante,e aguarda para viver o restante.

ORAÇÕES

Quero reconstruir,toda volúpia que há em mim.
Quero refazer o maior,dos pecados que já existiu.
Por que tenho certeza que,alguém nos ouviu.
Quem sabe...Deus nos ouviu?
Será?.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

JUÍZOS DE SÍ...

Nossas lágrimas molharam,nosso horizonte mais que planejado por Deus.
Verdades ditas por nós naufragaram,homens e garotos de um soluço de amor...
Menino meu! não chores nem reclames do tempo,pois o mesmo é seu aliado,nas escolhas feitas ante a eternidade.
Amores incontáveis,balbuciando dores e horrores de vidas alheias...e os nossos amores? onde estão/
Sem fazer mal juízo de mim,esqueço infinitamente de ti,pois o mesmo inimigo que me devora nos devorou em algum passado remoto .
Deferindo sentenças aos homens de bem,fiz de você meu algoz,ator dessa vida esquecida de amor...pois viva amor!.
E diga aos outros que ainda me ama,mesmo que já não o sinta mais...esqueça essas dores,que por honra suicidou-se em lágrimas por mim.
Amor meu... tenhas compaixão de ti mesmo,olhe pra ti e te amas!.
Haa! amado errante és especial,ao dom de ouvir os gemidos alheios,sem poder nem querer ajuda-los.
Pois da própria dor,viera um menino em flor...seja sempre esse menino,forte,amável,sensível na arte de amar aquele tal... que já não o ama mais.
Mas seja sempre assim,pois nascerá de ti,a forma mais límpida e clara de amor que será ouvida por todos os loucos, que um dia também o beijaram mas nunca o amaram...fazendo versos como quem defere um ultimo golpe de um punhal enferrujado de amor,na veracidade das coisas amor pelos outros.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

QUE TAL EXISTÊNCIA...ESSA?

Essas tais verdades ditas,por esse outro alguém nunca impediram,esse tamanho sofrimento.
Em verdade vos digo,todos os outros são culpados desde então!
Mulheres traídas,homens viris,...perpetuaram essa encarnação conturbada,pelo sol dos outros.
Deus...luz de tamanha misericórdia...tanto amor,tanta dor!.
Em meio a esses desesperos que vivi,nenhuma agonia seria tão atormentada quanto tua beleza de me odiar.
Nunca pensei que houvesse tamanha incompatibilidade de amor entre nós...mas por que?
Nas noites em que passei,no deserto egípcio...tivera tal sensação,que estavas lá.
Mas então,por que deveras,me abandonaste?
Esse algoz teriam sido,abutres amigos meus?...e você por onde andava?
Não deveria eu guardar,essas lembranças daquele tempo em que,não vivo mais...são risquìces de dor....que tão pouco terminará.
Em furacões...seria eu uma mulher,qualquer adúltera que destruiu,nações e seus castelos?
Ou seria eu...um tal bêbado valentão,em sua condição de homem viril...destruindo lares de amor,em sua senda de dor.
Tais especulações,feitas por mim...em âmago ser teremos nós,conquistado a eternidade em todos esses tempos?
Tal elucidações,qualquer dia ou noite dessas serão resolvidas com...toda e tamanha perfeição com que Deus fez todas as coisas,exceto esse amor que perdura sobre todas as encarnações...errantes minha.
Basta-me nesse momento agradecer essas luzes,em que reencarnei de amor por ti rei dos errantes das forcas,entre os tempos em que a inquisição me perturbava a alma.
Congratulações! aos homens que me amaram e erraram por mim...pois deles,serão os campos mais lindos e brandos do meu coração.