Quando canto,me exorciso e deixo emanar do próprio canto,a força maior.
Esse som que,ecoa do norte dentro em mim,sai nem mesmo sei eu.
Daqueles dias em que eu,nas noites cantava para os reis babilônicos,nos altares mormons.
Tu estavas lá,com seu sorriso branco e aura azul num tamanho limite de dor que saía das cordas,dadas o nome vocais.
Que vocais de dor são esses?Que amores são esses?.
De tantas loucuras,que fiz por ti nenhuma foi tamanha como esse canto.
Tal canto,que se regozija aos pés de Deus...ou melhor dos deuses pagãos que segui...e ofertei minha alma,por tal amor arcaico seu.
Ah!Quem me dera o tempo,em que sem dar por isso cantavas ao teu olhar...olhos feridos e amáveis.
Olhos repuguinantes...de fera adormecida.
Como fizeste tão sofrer,minha dor..tão qual sua.
Seus,rancores,minhas dores eminentes,saíam desfurgadas dos próprios cantos,meus...que os canto para os seu.
Esses seus ouvidos,coloridos,vazios e amados por mim.
Sem tal canto,não sobreviveria...nem a ti nem a ninguém... apenas os espíritos enganados,pela própria dor ouviam meu canto...tal qual rogo a Deus,que perdure pela eternidade.
"De tantas loucuras que fiz por ti nenhuma foi tamanha como esse canto."
ResponderExcluirEsse trecho me deixou encabulado, imaginando qual seria o canto pelo qual alguém fosse capaz de comparar a alguma loucura.
Toda vez que me sento pra ler os seus textos, repito a leitura mentalmente e quase consigo ouvir a narração fria e emotiva que existe neles.