EU e EU... SIMPLESMENTE

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sabores do Rio...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

AMOR EM 2 ATOS

Amor meu,não defrague sobre mim palavras ofensivas.
Pois tamanho amor que tenho,por ti foi-se naquele beijo dado a outro.
Esse menino estranho franzino e amoroso que tanto,me fez sofrer.
Ah! seus cabelos longos olhos distantes,amor viril...infidelidade? qual? não a conhecemos.
Só conheço seu hálito quente,seu corpo ardente...menino sua maneira de amar é inconsequente.
Seus beijos loucos e molhados...são minhas maiores lembranças,aquele gosto...
De todos os amores meus,tu foste o que mais me doeu,esses panos pretos e marfim,esses capuz.
São amordaças do amor...
Suas vestes também escuras denotavam a morte de minha alma,cuja mesma tu a faleceu.
Sem saber por que nem perguntar pra que?.
Sabes bem todas as agonias,noturnas que senti...ouvia seus gritos de prazer com outros.
Que dor!...não sabes ao enfrentar todos os mundos dentro em mim,que esgotei as possibilidades,de amar o outro.
Que implora por beijo dado aos traidores,que sentaram-se a mesa dos ímpios e me odiaram,por querer sua carne,que jamais seria minha.
Esse triste epílogo,que conto ao vale desse desespero...descansará na penumbra e me amará na manhã seguinte.
Espero eu que,quando esse amor alento chegar...esteja pronto pra partir nesse cais,sem vida.
Ao menos sem amor viverei eu e me sentarei a beira,desse precipício... que tu me apresentaste em meio ao desespero de sua própria alma...desesperada e seca de amor,pois o que eu ofertei a você fora pouco .
Desejo sobreviver a tudo,nos âmbitos negros de uma alma cansada...de procurar ou esperar aquele outro,que não vai chegar.

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