EU e EU... SIMPLESMENTE

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sabores do Rio...

sexta-feira, 23 de março de 2018





CRÔNICAS DE UM MENINO”





Pensando, ao lembrar do menino de sorriso largo e infante, o torto, o palhaço ...os laços.

As surras as portas fechadas, a clausura, o confinamento, do convento ao desencorajamento que dói sobre as valas em suas costas.
O temeroso instante que aproximara o derradeiro fim do nada, o contentamento... o cheiro, o lenço.
O louco  e suas abotoaduras de bronze que se fizeram presente  naquele instante em que perdera a mãe e seus anéis...marcados com sangue, o rubro, o intenso e encarnado, puro ao vestido branco.

A dor, as meninas... as reticências, as cartas... as árvores, me faz lembrar das cordas, a órda...o “judicium Dei”, e por que não falar de juízos do Deus?.

Por acaso ele não o entende, não o Dei, mas o menino, que o aguardava ansioso no celeiro.
Há tempo agachado de pé na prontidão de tudo, na urgência das horas... o “ser” o fim... o nada, ter tudo. Que tudo?.

Sobre o bem...não o conheces, apenas o sentes... a sua forma claro, mas o sentes.
O vestido azul, as flores... o sepulcro...as verdades sobre tudo.

O veneno, o verso... o poema, o pecado o fim das cicatrizes... as fardas, não de novo... o sangue.
As mãos, o vinho... o gatilho, a estrofe, o suspiro...a coragem... o fim.










24/03/2018

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