“
CRÔNICAS DE UM MENINO”
Pensando, ao
lembrar do menino de sorriso largo e infante, o torto, o palhaço
...os laços.
As surras as
portas fechadas, a clausura, o confinamento, do convento ao
desencorajamento que dói sobre as valas em suas costas.
O temeroso
instante que aproximara o derradeiro fim do nada, o contentamento...
o cheiro, o lenço.
O louco e suas
abotoaduras de bronze que se fizeram presente naquele instante em que perdera
a mãe e seus anéis...marcados com sangue, o rubro, o intenso e
encarnado, puro ao vestido branco.
A dor, as
meninas... as reticências, as cartas... as árvores, me faz lembrar
das cordas, a órda...o “judicium Dei”, e por que não falar de
juízos do Deus?.
Por acaso ele
não o entende, não o Dei, mas o menino, que o aguardava ansioso no
celeiro.
Há tempo
agachado de pé na prontidão de tudo, na urgência das horas... o
“ser” o fim... o nada, ter tudo. Que tudo?.
Sobre o
bem...não o conheces, apenas o sentes... a sua forma claro, mas o
sentes.
O vestido
azul, as flores... o sepulcro...as verdades sobre tudo.
O veneno, o
verso... o poema, o pecado o fim das cicatrizes... as fardas, não de
novo... o sangue.
As mãos, o
vinho... o gatilho, a estrofe, o suspiro...a coragem... o fim.
24/03/2018
Nenhum comentário:
Postar um comentário